Na sequência das notícias recentemente divulgadas na comunicação social sobre o estado de conservação do Aqueduto dos Pegões, o Município de Tomar, em articulação com o Património Cultural, I.P., promoveu uma visita técnica ao monumento, com o objetivo de avaliar no local as condições observáveis e clarificar a situação do ponto de vista institucional e técnico.

A visita teve lugar no dia 6 de janeiro e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Tiago Carrão, de membros do executivo municipal e dos serviços técnicos do Município, da Junta de Freguesia de Carregueiros, de representantes do Convento de Cristo, bem como de uma delegação do Património Cultural, I.P., liderada pela Vice-Presidente do Conselho Diretivo e composta por técnicos especializados nas áreas da arquitetura e da engenharia.

O Aqueduto dos Pegões, também designado Aqueduto do Convento de Cristo, encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1910, com Zona Especial de Proteção definida em 1946. Integra o domínio público do Estado, estando a sua administração sob responsabilidade da ESTAMO – Participações Imobiliárias, S.A. Da observação realizada no local, à vista desarmada, não resulta, até ao momento, qualquer informação formal, relatório técnico ou evidência comprovada que indique um risco iminente de colapso do monumento, contrariamente ao que foi sugerido em algumas notícias. Ainda assim, o estado geral do aqueduto, em particular num troço de grande desenvolvimento vertical onde se verifica colonização vegetal e sinais de degradação, justifica que as preocupações manifestadas sejam tratadas com seriedade, rigor técnico e prudência institucional.
Importa referir que, nos últimos anos, foram desenvolvidas várias ações de conservação e monitorização do monumento. Em 2019, por iniciativa conjunta do Município de Tomar e da então Direção-Geral do Tesouro e Finanças, foi realizada uma intervenção de contenção e estabilização num troço contíguo ao Vale dos Pegões. Em 2021, o Município promoveu igualmente um estudo de intervenção urgente para o troço de Brasões, tendo sido implementadas medidas de contenção provisória.
Na sequência da visita técnica agora realizada, será elaborado um relatório que integrará a documentação existente sobre o monumento. Considerando, no entanto, que a observação direta não permite uma avaliação estrutural rigorosa, o Município de Tomar e o Património Cultural, I.P. consideram necessário avançar para um diagnóstico de engenharia aprofundado, a realizar por uma entidade independente e tecnicamente habilitada, que servirá de base a qualquer decisão futura relativa a intervenções de conservação ou restauro.
CMT




