A Polícia Judiciária (PJ) realizou esta quarta-feira uma série de buscas na Câmara Municipal de Ourém e em três empresas da região, no âmbito da operação “Terra Limpa”, que investiga alegados crimes de corrupção, violação das regras urbanísticas, poluição com perigo comum, branqueamento de capitais e fraude na obtenção de subsídios.
De acordo com informação divulgada pela PJ, foram executados 25 mandatos de busca domiciliária e não domiciliária, centrados em sociedades industriais suspeitas de exercerem atividade em áreas protegidas da Reserva Ecológica Nacional, sem as licenças e alvarás obrigatórios.
A investigação aponta para a construção ilegal de uma unidade industrial integrada num complexo de grandes dimensões, localizado em zona de exploração de recursos geológicos e espaços florestais de conservação, no concelho de Ourém. Há ainda suspeitas de que resíduos tenham sido depositados clandestinamente nessa área.
Em causa estarão também candidaturas a projetos nacionais e europeus, no valor total de 19 milhões de euros, dos quais 5,5 milhões já terão sido pagos, com base em licenças emitidas pela autarquia. Os apoios destinavam-se a promover investigação industrial, desenvolvimento experimental, transformação digital e sustentabilidade ambiental.
A Polícia Judiciária refere que a investigação vai continuar com a análise das provas recolhidas, de natureza ambiental, documental e digital, com o objetivo de apurar todas as eventuais responsabilidades criminais.
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