A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM Médio Tejo) congratula-se com o anúncio do Governo relativo aos investimentos previstos para o Aeródromo Militar de Tancos, que incluem a criação de uma escola de aviação e a possibilidade de utilização civil da pista, em coexistência com a atividade militar.
A proposta selecionada no âmbito do processo de aquisição de uma participação no capital da TAP abre novas perspetivas para a valorização desta infraestrutura e para o desenvolvimento económico da região.
Em comunicado, a CIM Médio Tejo considera que esta decisão vai ao encontro de uma ambição defendida há vários anos pela região: potenciar a localização estratégica do Aeródromo de Tancos e o seu contributo para a criação de emprego, a atração de empresas e o reforço da coesão territorial.
A possibilidade de abertura ao tráfego civil tem sido objeto de análise há várias décadas. Em 1999, foi desenvolvido um estudo técnico para a Associação de Municípios do Médio Tejo sobre a abertura ao tráfego civil da antiga Base Aérea n.º 3 de Tancos.
Mais recentemente, em 2021, a CIM Médio Tejo promoveu estudos preliminares para avaliar as vantagens de uma utilização civil da infraestrutura, mantendo a sua função militar. Os trabalhos analisaram o potencial de procura, as restrições operacionais, as características técnicas e os investimentos necessários.
Segundo a comunidade intermunicipal, a localização central de Tancos no território nacional e a proximidade a importantes eixos rodoviários e ferroviários constituem fatores favoráveis ao desenvolvimento de uma plataforma de apoio à atividade económica, à logística e à circulação de pessoas.
A eventual utilização civil poderá melhorar as acessibilidades ao Médio Tejo, apoiar as empresas, favorecer a instalação de novos projetos empresariais e criar oportunidades de emprego qualificado. Poderá também beneficiar o turismo, incluindo o turismo religioso associado a Fátima, bem como os setores do comércio, dos serviços e da logística.
Acessibilidades continuam a ser um desafio
Apesar de considerar o investimento uma oportunidade para reforçar a atratividade e a competitividade regional, a CIM Médio Tejo alerta para a necessidade de resolver fragilidades estruturais, nomeadamente as limitações existentes nas travessias rodoviárias do rio Tejo.
A entidade defende que a valorização do Aeródromo de Tancos deve ser acompanhada pela melhoria das ligações entre as duas margens do rio, através de soluções que respondam às necessidades atuais e futuras do território.
A CIM Médio Tejo considera que o investimento poderá funcionar como um estímulo à concretização de infraestruturas há muito necessárias, de forma a garantir que os benefícios do desenvolvimento se estendam a todo o território.
A comunidade intermunicipal reafirma, por isso, a disponibilidade para continuar a trabalhar com o Governo, o Exército, os municípios, as entidades competentes e os agentes económicos, com o objetivo de transformar os investimentos previstos em oportunidades concretas de desenvolvimento regional.
Fonte: Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM Médio Tejo).




