Bombeiros do Alentejo continuam sem receber verbas pelas operações em Leiria e Ferreira do Zêzere após a tempestade Kristin

Os bombeiros de várias corporações do Alentejo, mobilizados para operações de socorro e desobstrução de vias em Leiria e Ferreira do Zêzere, na sequência da Tempestade Kristin, continuam à espera do pagamento de verbas relativas ao serviço prestado.

A situação foi noticiada esta segunda-feira, 19 de outubro, pelo jornal Lidador Notícias.As operações decorreram entre 28 de janeiro e 7 de fevereiro de 2026, envolvendo operacionais dos quatro Comandos Sub-Regionais de Emergência e Proteção Civil do Alentejo: Litoral, Alto, Central e Baixo Alentejo.

As equipas participaram nos trabalhos de resposta às consequências da tempestade, que provocou danos significativos em várias regiões do país.Dívida no Baixo Alentejo ronda os 20 mil eurosDe acordo com informações divulgadas pelo Lidador Notícias, uma fonte do Baixo Alentejo confirmou que a documentação necessária ao pagamento foi enviada durante o mês de fevereiro. No entanto, os valores continuam por regularizar.

O montante em dívida aos operacionais daquela sub-região ronda os 20 mil euros. Entre os casos identificados estão 11 bombeiros de uma corporação de Serpa, a quem são devidos, em conjunto, 3.750 euros. Segundo a mesma publicação, a documentação remetida pelas corporações aos comandos sub-regionais foi encaminhada para o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo. Apesar disso, subsistem dúvidas quanto à tramitação posterior de alguns processos.

Os valores referidos dizem respeito ao Baixo Alentejo e não representam o total em dívida a todas as corporações envolvidas nas operações.

ANEPC admite processos de pagamento ainda em tratamento

Questionada pelo Lidador Notícias, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) afirmou que os valores relativos à Tempestade Kristin já foram liquidados. A entidade reconheceu, contudo, que existem processos recebidos apenas em setembro que continuam em processamento. A ANEPC não divulgou o montante global dos pagamentos que permanecem pendentes.Também Simão Velez, segundo comandante do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo, reconheceu a existência de atrasos e indicou que estão a ser desenvolvidos esforços para resolver a situação. Alterações na estrutura de comando regional

A notícia aborda ainda as mudanças na estrutura de comando da Proteção Civil no Alentejo. A região esteve sem comandante regional desde março de 2025, quando José Ribeiro deixou o cargo para assumir funções como segundo comandante nacional de Emergência e Proteção Civil. José Guilherme, então segundo comandante regional, assegurou a chefia da estrutura até 24 de maio de 2026, data em que saiu para assumir funções como inspetor regional de Bombeiros nos Açores. Ao Lidador Notícias, afirmou ter despachado toda a documentação que recebeu dos comandos sub-regionais, embora não se recordasse dos processos em concreto.

A estrutura regional começou a ser restabelecida em junho, com a nomeação de Simão Velez para segundo comandante regional e, no final desse mês, de Rui Conchinha para comandante regional, depois de exercer funções como comandante sub-regional do Alto Alentejo.

A situação dos pagamentos mantém-se, assim, em aberto para os bombeiros envolvidos nas operações de resposta à Tempestade Kristin, incluindo os operacionais mobilizados para Leiria e Ferreira do Zêzere.

Fonte: Lidador Notícias

Imagem: Paulina/ERZ

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