Com a chegada do calor, os avistamentos de cobras-de-água em quintais e tanques tendem a aumentar em várias regiões do país. O pânico inicial é comum, mas os especialistas alertam: estas serpentes são totalmente inofensivas para os humanos.
Em Portugal, as espécies mais comuns são a cobra-de-água-viperina e a cobra-de-água-de-colar. Nenhuma delas possui veneno. O seu principal alimento são rãs, sapos e pequenos peixes, o que justifica a sua presença perto de poços, piscinas ou linhas de água. A melhor abordagem é o distanciamento. Ao encontrar um exemplar, não tente agarrá-lo nem o ataque.
Estes répteis apenas mordem em situações extremas de stress ou autodefesa. Se mantiver a calma e se afastar, o animal procurará fugir e esconder-se pelos próprios meios.
Para evitar que se aproximem das zonas residenciais, os proprietários devem manter os terrenos limpos, sem acumulação de lenha, entulho ou erva alta. Caso o animal fique encurralado dentro de uma habitação, deve contactar-se o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR ou o ICNF para o resgate seguro.




