A Barragem de Castelo de Bode, situada no rio Zêzere, foi inaugurada a 21 de janeiro de 1951, afirmando-se como uma das mais importantes infraestruturas hidráulicas construídas em Portugal no século XX.
Situa-se nos limites dos concelhos de Tomar e Abrantes no distrito de Santarém e é uma das mais altas construções de Portugal. A barragem banha diversas terras outrora controladas pela Ordem dos Templários e que mantêm uma aura de mistério que fascina todos os que as visitam, no distrito de Santarém, a barragem resultou de um ambicioso projeto iniciado em 1945, num período em que o país apostava fortemente na modernização das suas infraestruturas e na produção de energia hidroelétrica.

Com 115 metros de altura e cerca de 402 metros de comprimento, a barragem de betão do tipo arco-gravidade foi, à data da sua conclusão, uma das maiores obras de engenharia realizadas em Portugal, destacando-se também a nível europeu.

A construção esteve a cargo das empresas Moniz da Maia & Vaz Guedes, sob a coordenação do engenheiro francês André Coyne, uma referência mundial na área das grandes barragens.
Inicialmente vocacionada para a produção de energia hidroelétrica, a albufeira de Castelo de Bode veio a assumir, a partir da década de 1980, um papel estratégico no abastecimento de água à região de Lisboa e ao Ribatejo, servindo atualmente milhões de pessoas.
Casal da Barca, Aderneira, Castanheira, Foz da Ribeira, Cunqueiro, Foz do Codes, Hortas, Foz da Ribeira das Trutas e Foz da Isna. São alguns nomes de aldeias que jazem no fundo da albufeira de Castelo de Bode. Com a construção da barragem de Castelo do Bode, centenas de moradores foram obrigados a abandonar as suas casas e propriedades. A subida inexorável das águas foi engolindo centímetro a centímetro, metro a metro, hortas, azenhas, casas, pontes, açudes e até um lagar e uma escola. Aquilo que era o rio Zêzere ficou transformado num lago com cerca de 60 quilómetros de extensão e 120 metros de profundidade junto à barragem.

Além da sua função energética e hídrica, a barragem contribui para a regularização de caudais do rio Zêzere, ajudando a mitigar cheias, e tornou-se um importante espaço de lazer, turismo e atividades náuticas, com impacto significativo na economia local e regional.

A EPAL numa publicação enaltece a importância da Barragem: “a sua relevância é inquestionável.O Subsistema de Castelo do Bode, que celebrará 39 anos no dia 8 de junho de 2026, foi concebido para captar, tratar e transportar água desde a albufeira até à Estação Elevatória de Vila Franca de Xira. Inicialmente projetado para produzir 375 000 m³/dia, foi ampliado em 1996 e novamente em 2007, atingindo a capacidade atual de 625 000 m³/dia.Hoje, é responsável por 80% de toda a água produzida pela EPAL, tendo sido decisivo para resolver os problemas de abastecimento que persistiam em Lisboa após os grandes aquedutos — Águas Livres, Alviela e Tejo.Uma verdadeira revolução na capacidade de produção e na qualidade da água que chega todos os dias aos nossos clientes.”

Fontes: Wikipedia – Tomar na Rede – Médio Tejo – EPAL – Turismo Centro Portugal
Imagens: EPAL / Direitos Reservados




