O Hospital de Portalegre já dispõe de soro antiveneno para o tratamento de mordeduras de víbora-cornuda (Vipera latastei), reforçando a capacidade de resposta da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) durante a época de maior atividade desta espécie.
A medida surge numa altura em que a ULSNA tem vindo a promover ações de sensibilização dirigidas às populações dos concelhos de Marvão, Castelo de Vide, Portalegre e Arronches, inseridos na área do Parque Natural da Serra de São Mamede, onde esta serpente pode ser encontrada.A víbora-cornuda é uma espécie protegida e considerada vulnerável em Portugal.
Apesar de ser venenosa, os especialistas sublinham que evita o contacto com o ser humano e apenas morde quando se sente ameaçada ou é perturbada.As autoridades de saúde recordam que, em caso de mordedura, a vítima deve manter a calma, imobilizar o membro afetado e contactar de imediato o 112 ou dirigir-se à unidade hospitalar mais próxima.
É ainda desaconselhado recorrer a práticas como aplicar torniquetes, fazer incisões na pele ou tentar extrair o veneno, uma vez que podem agravar a situação.Para prevenir acidentes, recomenda-se a utilização de calçado adequado durante caminhadas em zonas naturais, permanecer nos trilhos assinalados e evitar qualquer tentativa de captura ou aproximação ao animal. Caso seja avistada uma víbora-cornuda nas proximidades de habitações, deverá ser contactada a Linha SOS Ambiente (808 200 520).
Com a disponibilização do soro antiveneno, o Hospital de Portalegre reforça a sua preparação para responder de forma rápida e eficaz a eventuais situações de emergência relacionadas com mordeduras desta espécie.
Fonte: Tribuna Alentejo, com base em informação da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA).




